Cinema e Social Medias: o que muda
Anunciando o fato de um curta-metragem brasileiro tem ganho um concurso mundial do YouTube, me fez refletir algumas coisas.
Tenho amigos curta-metragistas que realizam um trabalho memorável. Através do movimento cineclubista, eles buscam vencer uma das principais barreiras para o cinema independente chegar até o público: a distribuição. De fato, o trabalho tem tido resultado, mas o público de cine clubes ainda é muito reduzido perto do potencial de outros meios. Me refiro às Social Medias, como o próprio YouTube e redes sociais.
A Internet está transformando o espectador, que parece não estar disposto de deixar a comodidade da sua casa para ver algo que ele ainda não tem nenhuma referência. Além disso, pela Internet, o público tem muito mais poder: pode escolher o que quer ver e quando; e também quando quer deixar de ver.
Social Media é um espaço democrático e com todo tipo de público, para a ficção, documentário e o experimental, mas também implica em repensar modelos tradicionais. Sem a opressão (e também a magia) da sala de cinema, onde não se pode passar ao próximo filme e levantar-se e sair é considerado falta de educação, o público deverá ser o foco desde o princípio da obra. Isso não quer dizer que o diretor terá menos liberdade, mas que deverá levar em conta que terá muito menos tempo para chamar e manter a atenção do público para a sua obra.
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